Um mundo amarelo

Minions
(Divulgação do filme “Minions”)

Não é a primeira vez que um coadjuvante cativa mais do que o personagem principal. O mundo se tingiu de amarelo nas últimas semanas e o tsunami Minions só perdeu a sua velocidade agora – como tudo perde, não?

Eu acho que é muito chato da minha parte. Mas às vezes eu me pego pensando em como mesmo alguém como Bauman não falaria “WTF?” para os nossos tempos (pós-) modernos.

Tive amigos que fizeram plantão no McDonalds. Amigos de vinte e poucos e muitos anos, só para comer a bendita batata de minions. Amigos que foram no cinema três ou quatro vezes com duas semanas de cartaz. As redes sociais se entupiram com batatas, bonequinhos e afins. Mas o meu mundo caiu quando a Pantone criou um novo tom de amarelo – O amarelo Minion

O filme é bonitinho. E vou confessar que entendo perfeitamente o auê com minions. Afinal, você está lendo um texto de uma assumida fã de Frozen. Mas nunca comprei uma batata em forma de Elza, e provavelmente nunca compraria. Meu Deus, hein?

Enfim, a verdade é que o filme é bonito, fofinho e chato até não poder mais. E eu havia visto Divertidamente uma semana antes. Com todo o respeito, esse último é muito melhor do que Minions. Por tudo. Absolutamente tudo.

As piadinhas são ruins e fracas. Eu ri mais no trailer do que no longa. O filme se perde numa história que só foi pensada porque aparentemente um “pa-tu” é lindo. Esta foi, inclusive, uma das minhas maiores dúvidas quando descobri que iam fazer um filme dos minions: “mas… e as falas?”.

Eu achei aqueles curtinhas dos minions uns amores, e via um atrás do outro. Mas uma hora e meia de “pa-tu”, “banana”? Deu no que deu: um filme fraco, bobinho, sem personagem nenhum que valesse a pena, embora o trailer saiba se vender.

Não que eu estivesse esperando um “Miyazaki”. Mas tinha que ser mais um “transformers”…?

Vanessa Del Rios

Estudante de jornalismo em São Paulo. Interesses incluem séries, chocolate, livros e tentar copiar as meninas do pinterest sem muito êxito. Um pequeno poço de pós-modernidade. Completamente viciada em System of a Down e Frozen.