O on-demand pode acabar com a pirataria?

Crédito: LoKan Sardari / Flickr
Crédito: LoKan Sardari / Flickr

Hoje, serviços como Spotify e Netflix possibilitam às pessoas entretenimento em qualquer lugar e qualquer sistema, desde um smartphone, até uma televisão ou computador. Os serviços de streaming não só oferecem a portabilidade, mas também auxiliam as distribuidoras no combate a pirataria. Atualmente, os dois serviços possuem mais de 50 milhões de assinantes cada.

Um dos atrativos que pode colaborar para o sucesso desse tipo de plataforma é a praticidade. A grande maioria desses serviços possui uma gama imensa de aplicativos. Como dão acesso imediato ao conteúdo oferecido, não existe a necessidade de aguardar para ouvir uma música ou assistir um filme até que o download do conteúdo seja feito.

O vasto conteúdo disponível para streaming também é um diferencial. Os catálogos são expandidos constantemente e basta apenas uma rápida busca para achar o título desejado. É uma grande vantagem em relação à pirataria, afinal não é preciso procurar em diversos sites, encontrar o arquivo certo, e torcer para que a mídia baixada não tenha algum tipo de malware.

O que pode desencorajar alguns é o preço, que apesar de não ser absurdo, não atrai a todos. No Spotify o assinante desembolsa cerca de R$14,99 mensais enquanto usuários do Netflix desembolsam R$16,99. Mas, apesar disso, o dinheiro arrecadado pelas empresas também serve para produção de conteúdos próprios. No caso do Spotify, acontecem os chamados “Spotify Seasons”, shows acústicos com artistas que possuem suas obras no serviço. No caso da Netflix, séries próprias são o grande atrativo. O maior exemplo é “House of Cards”, protagonizada por Kevin Spacey.

Apesar do crescimento e da praticidade, o consumo de pirataria ainda é algo muito maior que o consumo de serviços on demand. Resta as empresas do setor, junto com as distribuidoras, elaborarem novos recursos para atrair novos assinantes. Só é preciso encontrar a maneira correta para fazer isso.

André Schlindwein

Estudante de jornalismo. É entusiasta das novas tecnologias, e acredita que a Skynet já dominou o mundo. Star Wars, O Senhor dos Anéis e O Poderoso Chefão são suas franquias cinematrográficas preferidas.