Eu fiquei maluco com Mad Max!

(Foto: Divulgação)

Antes de ler este texto até o fim, fica o aviso: pare agora e vá ao cinema. “Mad Max: Estrada da Fúria” é o melhor filme de ação em anos!

Aos amantes das cenas frenéticas, perseguições e adrenalina, Mad Max é um prato cheio. George Miller não economiza nas explosões e na violência. O filme não dá trégua para o espectador, que fica imerso em um ritmo intenso.

Mas o filme não é “só” isso. “Estrada da Fúria” revisita de forma magistral a trilogia Mad Max. A ambientação no sufocante deserto australiano (na realidade, a película foi filmada na Namíbia) rende uma fotografia incrível, marca registrada das demais obras da franquia. A mitologia criada por Miller é ainda mais aprofundada, na “Cidadela”, mostrando a novas relações de poder que surgiram. O vilão faz jus ao rol de antagonistas de Mad Max: tratado como uma divindade por seus comandados, Immortan Joe é uma espécie de Darth Vader steampunk que governa com mão de ferro.

Até aqui, nada além do que o esperado.

O brilho de “Estrada da Fúria” está nos seus protagonistas. Max, interpretado por Tom Hardy, tem o mesmo jeitão do Mel Gibson no segundo filme da franquia. Hardy consegue dar conta do papel do herói misterioso que toma mais decisões do que fala. A outra protagonista é a Furiosa, interpretada por Charlize Theron. Esqueça a personagem feminina frágil: Charlize chama a responsa para si, esbanja força e atitude.

“Mad Max: Estrada da Fúria” gerou debates envolvendo até mesmo questões de gênero. Não pretendo entrar no tema aqui, mas, olhando por um lado apenas cinematográfico, não me lembro de ter visto uma mulher tão forte e decisiva num filme de ação. E, meus amigos, como ficou bom!

Ah, mais uma coisa: assista em 3D! Vale muito a pena pagar um pouquinho a mais pela experiência.

Daniel Schiavoni

Jornalista em formação. Fã de Woody Allen, Stalone, Miles Davis e Molejão. É ligado em política, filosofia, Sessão da Tarde e trocadilhos cretinos.