Dia mundial do rock – Viva a cena independente!

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“O rock morreu”. Esse é clichê mais repetido por quem não está afim de desligar a TV e procurar o novo na internet.

Não, o rock não morreu. Ele só voltou pro seu lugar de origem.

Cansou de obedecer o mercado e decidiu correr atrás do seu próprio caminho. Não existe mais uma “long way to the top”, mas diversas possibilidades. São vias mais tortuosas, sim: ninguém mais aposta todas as fichas numa demo para uma gravadora. Hoje, o trabalho é de like em like, de view em view. É uma realidade menos glamourosa, mas muito mais livre.

Se o rock perdeu seu espaço pra outros gêneros no gosto de grande parte do público, ele achou nos undergrounds uma cena rica e sedenta de inovação. Os festivais locais são palco de sons autorais incríveis, que há muito não se ouvia nas rádios comerciais.

Até mesmos as bandas que já “alcançaram o sucesso” – se é que isso significa alguma coisa – estão de olho nos espaços menores, em outras mídias e maneiras de deixar seu som liberto das garras das gravadoras.

Ele vive, meus amigos, e está mais livre que nunca!

PS: no episódio 4 do podcast, conversamos um pouco sobre a alma rebelde do rock. Escuta lá!

PS2: entrevistamos três bandas independentes que fazem um sonzaço. São a Red Mess, a Cattarse e a Monte Resina.

Daniel Schiavoni

Jornalista em formação. Fã de Woody Allen, Stalone, Miles Davis e Molejão. É ligado em política, filosofia, Sessão da Tarde e trocadilhos cretinos.