Demolidor – Paguei minha língua!

(Fonte: Divulgação)
(Fonte: Divulgação)

Ontem eu comecei a ver “Demolidor”.

Apertei o play sem a menor esperança de que fosse gostar. Sim, todo mundo tava falando que é incrível e blá blá blá… Mas me falaram o mesmo sobre “Agents of Shield”, “Arrow” e “Gotham”.

Eu queria ver algo diferente. Não queria “mais do mesmo”. Por mais que seja legal ver superproduções com os heróis, eu já cansei dessas histórias. Muitas repetem o que já está nos quadrinhos, então por que assistir se eu já li?

Mas daí assisti essa cena e fiquei curioso.

Voltemos ao meu play “sem esperança”.

Logo no primeiro episódio, vi uma construção narrativa diferente, mais original e madura do que aquelas dos filmes. O “Demolidor” não tem nada a ver com aquele filme toscão que estigmatizou o personagem em 2003.

O “Demolidor” me parece uma mistura de “O Corvo” com “O Cavaleiro das Trevas”. É uma série violenta, séria, daquelas que teu pai iria gostar de assistir. Definitivamente não foi feita para o público PG-13 que enche as salas de cinema para ver o “Homem de Ferro”.

Mas o que me conquistou mesmo foi a parte visual. As cores são escuras e densas. Um desavisado acharia que a Nova York da série é a Gotham de Christopher Nolan. O “Demolidor” apresenta ação intensa, bem ensaiada e realista (na medida do possível). A cena que me fez dar uma chance à série está no segundo episódio. É um plano-sequência (uma cena filmada sem cortes) que lembra bastante essa aqui  do filme coreano “Oldboy“. E ficou IRADO!

Quem convive comigo sabe o quanto eu reclamei das zilhões de produções da Marvel e DC que estão rolando. É, amigos, paguei minha língua!

Daniel Schiavoni

Jornalista em formação. Fã de Woody Allen, Stalone, Miles Davis e Molejão. É ligado em política, filosofia, Sessão da Tarde e trocadilhos cretinos.